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MiriCanvas

MiriCanvas é uma plataforma de design online criada na Coreia pela Miridih: o núcleo é uma ampla biblioteca de modelos e um editor de navegador, com IA de apresentações, redação e imagens acelerando os primeiros rascunhos.

Geração de imagensApresentaçãoFerramenta de Design#Design de Pôster#Apresentação de IA#modelos de design
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Publicado
1 de jan. de 2026
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O que é o MiriCanvas?

O MiriCanvas é uma plataforma de design que funciona no navegador, desenvolvida pela empresa coreana MIRI D.I.H, normalmente conhecida como Miridih. A descrição que apresenta de si própria na página internacional é deliberadamente sóbria e inteiramente centrada em modelos: o site limita-se a convidar o visitante a pesquisar entre milhões de modelos para diapositivos, publicações em redes sociais e outros formatos. Essa única frase constitui o resumo mais honesto do produto e merece atenção de quem o avalia a partir de um diretório de ferramentas de inteligência artificial.

Por outras palavras, o MiriCanvas não é um modelo generativo ao qual se acoplou um editor. O seu núcleo continua a ser uma biblioteca de modelos aliada a um editor de arrastar e largar; as funções de inteligência artificial sobrepõem-se a esse conjunto para eliminar o problema da página em branco. Esta distinção é o ponto mais importante a esclarecer antes de investir tempo na plataforma. Hoje quase todos os produtos do setor se apresentam como sustentados por inteligência artificial, mas a expressão abrange realidades muito distintas, desde uma cadeia inteiramente generativa até um simples botão de remoção de fundo. O MiriCanvas situa-se num ponto intermédio e claramente mais próximo do extremo pragmático. As capacidades de inteligência artificial são reais, dispõem de páginas próprias e pelo menos uma delas, a geração de apresentações, está suficientemente desenvolvida para alterar a forma de iniciar um documento. Ainda assim, o valor quotidiano para a maioria dos utilizadores continua a provir do mesmo lugar de sempre: um catálogo muito vasto de composições prontas e editáveis e um editor que quem não trabalha em design maneja sem formação prévia.

A origem da empresa molda igualmente o produto de um modo que uma descrição genérica deixaria escapar. O MiriCanvas cresceu no mercado coreano, onde se tornou uma ferramenta de uso corrente e não uma solução de nicho. Essa herança nota-se na profundidade do catálogo de modelos em coreano, numa tipografia que trata corretamente a escrita coreana e em categorias documentais ajustadas às convenções empresariais e académicas do país. Para um utilizador que fale coreano, representa uma vantagem decisiva face às alternativas ocidentais. Para quem trabalha em português, francês ou alemão constitui, pelo contrário, uma reserva a ponderar com cuidado, e esta página examina-a em detalhe mais adiante em vez de a contornar.

O público visado é amplo mas reconhecível: profissionais de marketing que produzem continuamente materiais promocionais e para redes sociais, estudantes e docentes que preparam apresentações, proprietários de pequenos negócios que precisam de um cartaz ou de uma imagem de produto sem contratar um designer, e equipas internas que pretendem resultados coerentes com a sua identidade sem encaminhar cada pedido para o departamento criativo. Se é designer profissional e procura controlo tipográfico rigoroso, criação vetorial ou uma cadeia de produção para impressão, o MiriCanvas não pretende substituir as suas ferramentas; honestamente, complementa-as no domínio dos prazos curtos.

Funcionalidades principais

  • A biblioteca de modelos como superfície principal. Aqui os modelos não são uma galeria introdutória, mas o centro de gravidade do produto. Só o plano gratuito anuncia mais de 50 000 modelos, além de mais de 350 000 fotografias e elementos gráficos, ao passo que o plano pago elimina por completo a fronteira entre conteúdos gratuitos e premium. Os modelos organizam-se por tipo de resultado — apresentações, cartazes, publicações sociais, cartões de visita, currículos, faturas, miniaturas —, pelo que a entrada se faz pela pergunta sobre o que se vai produzir e não pela escolha de um tamanho de tela.
  • Geração de apresentações com inteligência artificial. É a função mais madura e a que melhor justifica o rótulo de ferramenta de inteligência artificial. Indica-se um tema, ou carrega-se um ficheiro PDF existente, escolhe-se uma direção gráfica, afina-se o conteúdo por diálogo, revê-se o guião proposto e, em seguida, o sistema produz um conjunto de diapositivos já composto. A descrição oficial promete transformar uma única frase numa apresentação completa e desenhada em poucos minutos, assumindo automaticamente a estrutura, a composição e os elementos visuais. O essencial é que o resultado não é uma imagem achatada: o texto, as imagens e a composição editam-se de forma independente, pelo que o documento gerado constitui um verdadeiro ponto de partida e não um beco sem saída.
  • Geração de imagens através de modelos de terceiros. O gerador converte texto em imagens apoiando-se em modelos avançados como o FLUX e o DALL·E 3, acessíveis por uma entrada designada miricle. Escolhe-se um tipo de imagem — personagem, fotografia, ilustração, logótipo —, indica-se um estilo e escreve-se depois uma instrução ou anexa-se uma imagem de referência. A geração demora habitualmente de alguns segundos a cerca de um minuto consoante a complexidade, e as imagens obtidas integram-se diretamente no modelo em edição.
  • Redação assistida integrada no editor. O assistente de escrita não o remete para uma aplicação separada: vive dentro da área de trabalho. Introduz-se uma palavra-chave ou descreve-se a intenção e obtêm-se frases pertinentes; a seguir é possível rever a ortografia, desenvolver, resumir ou reescrever. A tecnologia declarada é a da OpenAI. Na prática, convém entendê-la como uma ferramenta de primeiro rascunho para um título de cartaz ou um tópico de diapositivo, e não como um motor de textos longos.
  • Edição fotográfica assistida. A componente de edição abrange a remoção de fundos, a eliminação de objetos ou pessoas indesejadas, o preenchimento generativo de espaços vazios a partir de uma descrição textual e o aumento de resolução. A remoção de fundos é apresentada com destaque como argumento para a passagem ao plano pago, uma vez que aí é disponibilizada sem limite.
  • Geração de vídeo e de logótipos. Duas entradas adicionais completam o conjunto: um gerador de vídeos prontos a partilhar a partir de texto ou de imagens e um criador de logótipos. Ambas devem ser encaradas como comodidades e não como substitutos de ferramentas especializadas e, no caso do logótipo, as condições de licenciamento impõem uma restrição que altera radicalmente o uso possível do resultado, detalhada na secção das limitações.
  • Colaboração e funcionalidades para organizações. O plano empresarial articula-se em torno da colaboração à escala de toda a organização, da gestão de recursos gráficos e de um acompanhamento dedicado desde a adoção até à integração, o que posiciona o MiriCanvas como uma superfície partilhada de produção de marca e não como uma ferramenta estritamente individual.

Como funciona realmente a inteligência artificial

A maioria das fichas de produto limita-se a enumerar funcionalidades. É mais útil saber de onde vem a inteligência, porque disso dependem tanto as capacidades reais como os riscos.

O MiriCanvas não treina modelos fundacionais próprios. Todas as suas capacidades assentam em fornecedores externos, e a empresa expõe-no com uma transparência pouco comum. O gerador de imagens cita o FLUX e o DALL·E 3. O assistente de redação é descrito como sustentado pela OpenAI. As condições aplicáveis às ferramentas de inteligência artificial vinculam ainda os utilizadores das funções de imagem à licença Stable Diffusion Creative ML OpenRAIL-M, o que indica a presença dessa tecnologia na pilha tecnológica.

A função de apresentações é a mais bem documentada, graças a uma fonte exterior à empresa. Um artigo técnico publicado pela AWS em setembro de 2024 descreve a cadeia de processamento a funcionar sobre o Claude 3 Sonnet através do Amazon Bedrock, com uma arquitetura de instruções em três fases: gerar um guião, selecionar uma composição na biblioteca de modelos existente e, por fim, produzir para cada diapositivo o texto e as instruções de imagem. Essa terceira fase é a mais reveladora do ponto de vista arquitetónico, pois explica por que razão os documentos gerados surgem visualmente coerentes: o modelo não inventa o desenho a partir do nada, mas escolhe criteriosamente dentro de um inventário curado de composições e preenche-o. O mesmo artigo referia então cerca de 3500 utilizadores semanais da funcionalidade, dos quais aproximadamente um em cada dez regressava todas as semanas.

Daqui decorrem duas conclusões práticas. Em primeiro lugar, a qualidade do resultado acompanha a dos modelos comerciais subjacentes, sendo por isso globalmente comparável à de outros produtos construídos sobre os mesmos fornecedores e não constituindo, por si só, uma diferenciação. Em segundo lugar, a verdadeira vantagem competitiva reside na biblioteca de modelos e não no acesso aos modelos generativos: qualquer pessoa pode invocar o DALL·E 3, mas o que torna o resultado aproveitável é o inventário curado de composições de onde o sistema escolhe. Lida assim, a inteligência artificial do MiriCanvas é uma camada de encaminhamento e montagem sobre um catálogo de recursos gráficos, o que representa uma decisão de arquitetura sensata e não um defeito.

Casos de utilização

  1. Produção social acelerada para pequenas equipas de marketing. Quando é preciso entregar uma semana de publicações no Instagram, uma miniatura para o YouTube e um banner promocional, parte-se de modelos já dimensionados em vez de construir telas de raiz. A remoção de fundos trata as fotografias de produto, a redação assistida propõe o título e a exportação respeita os formatos esperados por cada plataforma. O ganho está no volume tratado num trabalho repetitivo e sujeito a prazos.
  2. Apresentações académicas e escolares. Os estudantes deparam-se constantemente com o problema do diapositivo vazio, que consome tempo desproporcionado face ao valor que gera. Indicar um tema e receber um guião estruturado e composto converte horas de paginação em minutos de revisão. A quota mensal gratuita de apresentações geradas foi calibrada precisamente para este uso ocasional e irregular.
  3. Material promocional do pequeno comércio. Cafés, oficinas e lojas independentes precisam de cartazes, ementas, folhetos e etiquetas de preço sem dispor de orçamento gráfico. A lista de utilizações permitidas na licença abrange explicitamente material promocional impresso, incluindo faixas, cavaletes, folhetos, cartazes, autocolantes, cartões de visita, etiquetas e embalagens de produto, o que torna esta via um uso sustentado pelo contrato e não uma suposição.
  4. Imagens de produto e fichas de comércio eletrónico. A licença menciona expressamente, entre as utilizações permitidas, os desenhos de páginas detalhadas de produto em lojas em linha e as miniaturas de produto. Combinados com a remoção de fundos e o preenchimento generativo, permitem transformar fotografias comuns em imagens de venda cuidadas.
  5. Comunicação interna e elaboração de relatórios. As equipas que produzem periodicamente apresentações internas, relatórios de projeto e material de formação podem apoiar-se em modelos partilhados para que o resultado mantenha um aspeto homogéneo independentemente do autor. O plano empresarial alarga esta lógica à gestão de recursos em toda a organização.
  6. Visualização rápida de um conceito antes de mobilizar recursos de design. Uma vez que o sistema produz objetos editáveis e não imagens rígidas, um responsável de produto ou de marketing pode montar uma maqueta preliminar para alinhar as partes interessadas e entregar depois ao designer profissional um pedido concreto em vez de uma descrição verbal.

Como utilizar o MiriCanvas

  1. Crie uma conta e abra o editor. O registo faz-se no site; como o plano gratuito está disponível sem pagamento, pode avaliar a biblioteca e o editor antes de decidir se o plano pago se justifica.
  2. Comece pelo tipo de resultado e não por uma tela em branco. Escolha primeiro o que vai produzir — apresentação, cartaz, publicação social, miniatura — para que as dimensões e as convenções de composição estejam corretas desde o início. É a maior poupança de tempo e a própria lógica sobre a qual o produto foi construído.
  3. Selecione um modelo ou recorra a um ponto de partida gerado. Para uma apresentação, abra o fluxo respetivo, introduza o tema ou carregue um PDF e reveja e corrija o guião proposto antes da geração completa: corrigir a estrutura na fase de guião sai muitíssimo mais barato do que refazer depois cada diapositivo.
  4. Edite o resultado como qualquer objeto gráfico. Substitua os textos, troque as imagens, ajuste a composição. Utilize a redação assistida para redigir ou apurar, o gerador de imagens para cobrir os elementos visuais em falta e a remoção de fundos para tratar as fotografias carregadas.
  5. Verifique as licenças antes de exportar. Se o projeto implicar revenda ou entrega a um cliente, confirme sem falta se o documento contém elementos premium, dado que os direitos associados a conteúdos gratuitos e pagos diferem de modo substancial. Este passo é detalhado adiante e é o que mais frequentemente se omite.
  6. Exporte no formato exigido pelo canal. Os trabalhos concluídos exportam-se em PDF, PNG, JPG, PPTX, MP4 e GIF, ou partilham-se por ligação. A exportação para PPTX importa sobretudo se a organização trabalha com o PowerPoint, porque preserva a editabilidade na ferramenta de destino.

Sugestões e boas práticas

  • Fixe o guião antes de gerar o documento. O fluxo de apresentações expõe deliberadamente o guião como fase de validação. Reestruturar nesse momento custa alguns cliques; fazê-lo depois da geração implica refazer cada diapositivo afetado.
  • Forneça um pedido verdadeiro e não um simples substantivo. «Resultados de marketing do terceiro trimestre para uma marca de cuidados de pele, dirigidos a parceiros retalhistas, oito diapositivos, tom seguro» produz um documento muito mais aproveitável do que «marketing». O princípio vale para as instruções de imagem, em que separar o estilo do objeto funciona melhor do que uma única frase longa.
  • Trate os textos gerados como rascunhos que exigem verificação. As condições estabelecem expressamente que não é dada qualquer garantia quanto à exatidão, à integridade ou à fiabilidade dos resultados. Assim que um conteúdo integre afirmações factuais, números ou efeitos jurídicos, a revisão humana deixa de ser opcional.
  • Decida cedo entre recursos gratuitos e premium. Se souber que um trabalho será revendido ou entregue a um cliente, construí-lo exclusivamente com conteúdos gratuitos desde o início evita uma reformulação posterior. Substituir elementos com a maqueta já terminada é fastidioso e propício a erros.
  • Use a exportação para PPTX como formato de entrega. Se outras pessoas tiverem de prosseguir no PowerPoint, só o PPTX preserva a editabilidade. Entregar um PDF ou um PNG quando ainda faltam alterações é um erro frequente e perfeitamente evitável.
  • Não cole informação confidencial nos campos de inteligência artificial. O que é introduzido nas funções operadas através de parceiros é partilhado para o exterior, pelo que convém tratar esses campos como superfícies públicas e manter afastados dados financeiros não divulgados, dados pessoais e pormenores reservados.
  • Consulte o site coreano se uma categoria parecer escassa. Como os volumes anunciados variam consoante a região, quem lê coreano encontra por vezes uma oferta bastante mais ampla. Trata-se de uma assimetria real e não de uma particularidade da interface.

A quem se destina

  • Profissionais de marketing e gestores de redes sociais que produzem grandes volumes de material visual em ciclos curtos e valorizam o rendimento acima do controlo minucioso.
  • Estudantes e docentes que pretendem apresentações e materiais pedagógicos com bom aspeto sem dedicar a tarde inteira à paginação.
  • Pequenos comerciantes e vendedores independentes que necessitam de cartazes, ementas, folhetos e imagens de produto sem orçamento nem contratação de design.
  • Qualquer utilizador falante de coreano, para quem a riqueza de modelos, tipos de letra e convenções coreanas representa uma vantagem prática decisiva.
  • Perfis não ligados ao design dentro das empresas — operações, recursos humanos, vendas — que montam eles próprios apresentações e relatórios internos e procuram um nível visual homogéneo.
  • Equipas que precisam de coerência de marca, para as quais pesam mais a colaboração à escala da organização e a gestão de recursos do que qualquer funcionalidade concreta de inteligência artificial.
  • Todos os que enfrentam com regularidade a página em branco, já que a proposta de valor do produto consiste em suprimir o arranque a frio e não em elevar o teto criativo.

Plataformas

  • Web (utilização principal). O editor completo funciona no navegador, dispensa instalação e constitui a forma dominante de utilizar o produto.
  • iOS. A MIRI D.I.H publica uma aplicação oficial, MiriCanvas: Poster, PPT design, com o identificador com.miridih.miricanvas. A transferência é gratuita, exige iOS 16.0 ou posterior e, no momento da verificação, apresentava uma classificação média de 4,82 com base em 60 avaliações.
  • Android. Existe uma aplicação oficial com o mesmo identificador de pacote, com.miridih.miricanvas, distribuída através do Google Play. Não foi possível obter de forma fiável a classificação nem o número de instalações, pelo que aqui não se afirma qualquer valor.
  • Aplicações para telemóvel e tablet passaram da fase de ensaio à disponibilidade geral em agosto de 2024, após cerca de três meses de testes, e sincronizam com o trabalho efetuado na web.
  • Idiomas da interface. A aplicação oficial para iOS declara apenas três idiomas de interface: inglês, japonês e coreano. O site suporta mais idiomas, mas a cobertura ao nível da aplicação é um indício útil de onde se concentrou o esforço de localização.

Preços e planos

O plano gratuito é descrito como gratuito para sempre e inclui mais de 50 000 modelos, mais de 350 000 fotografias e elementos gráficos e 1 GB de armazenamento pessoal. Trata-se de um nível gratuito genuíno e não de um período experimental limitado no tempo, o que o torna adequado a utilizações ocasionais e educativas. As funções de inteligência artificial permanecem disponíveis dentro de quotas: as contas gratuitas podem criar até cinco apresentações geradas por mês, cada uma com um máximo de trinta diapositivos, ao passo que a redação assistida é gratuita até certo número de utilizações, a partir do qual passa a exigir o plano Pro. O gerador de imagens funciona com créditos diários cuja quantidade varia consoante o estilo escolhido.

O plano Pro acrescenta modelos premium ilimitados, fotografias e elementos gráficos premium ilimitados, 10 GB de armazenamento, as ferramentas de inteligência artificial, remoção de fundos sem limite e a possibilidade de recuperar o trabalho dos últimos sete dias. Existem faturação mensal e anual, e a página de preços indica que os montantes incluem impostos. O plano empresarial organiza-se em torno da colaboração à escala da organização, do aumento de produtividade e de um acompanhamento dedicado, sendo o preço descrito apenas como flexível para empresas de qualquer dimensão.

Impõe-se aqui um ponto de transparência: os montantes concretos dos planos Pro e empresarial não figuram como texto estático na página pública de preços, e o plano empresarial assenta explicitamente em orçamento. Em vez de avançar números que variam consoante a moeda e a região — o preço em won coreano e o internacional não são necessariamente equivalentes —, esta página recomenda a consulta da página oficial no momento da compra.

Alternativas

  • Canva ocupa a mesma posição centrada em modelos e acessível a quem não trabalha em design, com um catálogo internacional bastante maior e mais integrações, o que a torna a escolha predefinida mais natural para equipas que trabalham sobretudo em inglês ou em línguas europeias.
  • Adobe Express liga-se ao ecossistema Adobe e aos modelos generativos da própria empresa, o que convém a organizações já instaladas no Creative Cloud e que precisam de encaminhar os materiais para ferramentas profissionais.
  • Visme inclina-se para apresentações com forte carga de dados, infografias e relatórios, encaixando melhor quando a mensagem assenta em gráficos e informação estruturada e não na fotografia e na composição.
  • Gamma aborda as apresentações pela via generativa, construindo o documento em diálogo e não a partir de um inventário de modelos, e atrai quem privilegia a rapidez face ao controlo rigoroso da composição.
  • Figma situa-se no extremo oposto, com desenho profissional de interfaces e vetorial e um controlo muito fino; é a escolha certa quando o rigor gráfico e os sistemas de design pesam mais do que a rapidez de entrega.

Limitações e cuidados

  • O catálogo está culturalmente orientado para a Coreia. É a reserva de maior alcance para um público internacional. Os valores anunciados divergem acentuadamente por região: o site coreano destaca mais de 530 000 modelos e mais de dez milhões de elementos, ao passo que a oferta gratuita internacional refere mais de 50 000 modelos e mais de 350 000 fotografias e elementos gráficos. Para além dos números, as convenções visuais, os temas sazonais e os formatos de documentos profissionais refletem o mercado coreano. Avalie a profundidade do catálogo no seu idioma e na sua categoria antes de se comprometer.
  • Os desenhos não podem servir de logótipo nem de marca. Um documento produzido no editor não pode ser utilizado como logótipo, identidade corporativa ou marca que exija registo, nem como ícone ou símbolo de um site ou aplicação. A restrição aplica-se independentemente do plano e limita diretamente a utilidade prática do criador de logótipos para quem pretenda construir uma identidade protegível.
  • Os direitos de revenda dependem inteiramente dos recursos utilizados. Não é permitido revender desenhos gerados sob a forma de modelos nem vender separadamente os elementos produzidos. A licença proíbe ainda redistribuir ou revender, através de bancos de imagens e mercados como o Shutterstock, a Getty Images, o Naver OGQ ou plataformas de encomenda equivalentes, desenhos que incorporem elementos fornecidos pela plataforma. A única exceção relevante é tratada na secção de licenciamento e assenta na distinção entre conteúdos gratuitos e premium.
  • Os resultados gerados não têm garantia de exatidão e transferem a responsabilidade para o utilizador. As condições estabelecem que não é prestada qualquer garantia quanto a exatidão, integridade ou credibilidade e que o utilizador mantém a empresa indemne perante reclamações de terceiros decorrentes dos conteúdos que tenha gerado. Acresce um dever de divulgação: todo o conteúdo que integre resultados gerados deve ser claramente assinalado como tal e, quando a intervenção tenha sido parcial, importa explicar de forma compreensível o papel desempenhado.
  • A inteligência artificial é um acelerador e não o núcleo do produto. Se avalia o MiriCanvas especificamente como ferramenta generativa, ajuste as expectativas: os modelos são licenciados a terceiros, as quotas gratuitas são moderadas e o valor mais profundo continua na biblioteca. Quem procure sobretudo capacidade generativa de ponta será mais bem servido por ferramentas especializadas; quem pretenda resultados gráficos rápidos e sólidos com apoio de inteligência artificial encaixa bem aqui.
  • A cobertura tipográfica varia consoante o idioma. A tipografia coreana constitui um ponto forte pela origem do produto, mas quem escreve em línguas com exigências distintas deverá confirmar se os tipos de letra disponíveis representam o texto de forma aceitável, sobretudo em composições que misturam sistemas de escrita.

Licenciamento e utilização comercial

Sendo o MiriCanvas um produto assente em modelos e recursos licenciados, esta matéria merece uma secção própria em vez de uma linha nas perguntas frequentes: é o terreno em que os utilizadores formulam os pressupostos mais dispendiosos.

A licença traça uma fronteira nítida entre duas categorias. Os conteúdos gratuitos provêm de fornecedores como o Pixabay e o Pexels, de obras abrangidas pela licença pública coreana, do domínio público ou de fontes Creative Commons. Os conteúdos pagos abrangem tudo o que a empresa disponibiliza através de parcerias comerciais. Os direitos associados a cada categoria diferem substancialmente, e a diferença nada tem de cosmético.

Para os recursos gratuitos as condições revelam-se notavelmente generosas. Utilizando apenas conteúdos gratuitos é possível criar modelos destinados à revenda em linha, bem como distribuir ou vender a terceiros sites, documentos ou projetos. Trata-se de uma autorização substancial que muitas plataformas concorrentes não concedem e que torna o MiriCanvas viável para um profissional independente que produza modelos comercializáveis, desde que mantenha ao longo de todo o trabalho a disciplina de recorrer exclusivamente a recursos gratuitos.

Para os recursos premium as condições apertam de forma apreciável. A licença de conteúdo pago é não exclusiva, intransmissível e válida para um único desenho, embora para esse documento seja concedida sem limite temporal. Os subscritores dos planos Pro e empresarial obtêm sem custo adicional licenças sobre a totalidade do conteúdo pago, ao passo que um utilizador gratuito que pretenda empregá-lo deve pagar uma taxa de licenciamento autónoma. Existe um pormenor operacional importante: duplicar um desenho que contenha conteúdo pago origina um documento novo que exige nova licença, automática e gratuita para os subscritores, mas faturável para as contas gratuitas.

A utilização comercial corrente dos desenhos concluídos é amplamente permitida, e a licença enumera detalhadamente os suportes admitidos: material promocional impresso, publicações nas principais redes sociais, miniaturas e elementos de canal em plataformas de vídeo, publicidade em linha, páginas de produto de comércio eletrónico, capas de publicações, apresentações e utilização em portefólio com menção do serviço empregue. O trabalho por encomenda é admitido em condições precisas: deve existir um acordo escrito que obrigue o cliente a respeitar as condições da empresa, o desenho tem de ser utilizado na sua forma original e só pode ser entregue um desenho a um único cliente, que não poderá cedê-lo por sua vez.

Os resultados gerados seguem uma via paralela mas autónoma. O utilizador conserva, na medida em que a lei o permita, os direitos de autor e de propriedade sobre os dados introduzidos e sobre os resultados, concedendo simultaneamente à empresa o direito de os utilizar para promoção e melhoria do serviço. Esses resultados podem destinar-se a utilizações pessoais e comerciais no âmbito das condições. A proibição de revenda e o dever de assinalar mantêm-se igualmente em vigor.

A regra prática que daqui decorre é simples: decida antes de começar se o trabalho será revendido ou entregue a um cliente e, nesse caso, construa-o exclusivamente com recursos gratuitos, afastando por completo as utilizações como logótipo ou marca. Adequar a posteriori um desenho já concluído sai muito mais caro do que tê-lo previsto desde o início.

Privacidade e tratamento de dados

Para quem submete material de clientes ou informação da sua atividade, as condições relativas a dados revelam-se aqui melhores do que a norma do setor num aspeto importante e exigem cautela noutro.

O aspeto favorável é inequívoco: as condições aplicáveis às ferramentas de inteligência artificial afirmam com clareza que a empresa não utiliza os dados introduzidos pelo utilizador para efeitos de treino. É um compromisso mais nítido do que o de muitos produtos concorrentes e afasta uma objeção habitual ao emprego destas funções sobre material comercialmente sensível.

A cautela respeita ao tratamento por terceiros. O que se introduz nas funções operadas por parceiros é partilhado com estes, entre os quais a OpenAI, e pode ser transferido para os Estados Unidos. As condições advertem expressamente de que o país de residência do utilizador poderá não oferecer um nível equivalente de proteção de dados pessoais e de que o material partilhado pode incluir informação pessoal. As organizações sujeitas a exigências rigorosas de localização deverão tratar este ponto como uma questão de conformidade e não como uma formalidade.

A política de privacidade subjacente assenta no direito coreano, concretamente na lei de proteção da informação pessoal. Os dados de adesão conservam-se até ao cancelamento da conta, com exceções legais: os registos relativos a contratos ou a retratações guardam-se cinco anos ao abrigo das normas de proteção do consumidor no comércio eletrónico, e os registos de ligação e os dados de rastreio de acesso durante três meses ao abrigo da legislação sobre comunicações. A informação pessoal só é facultada a terceiros com o consentimento do titular ou ao abrigo de disposições legais específicas. Os dados destinados a destruição são eliminados de forma que impeça a sua reconstituição, e os documentos em papel são triturados ou incinerados.

FAQ — Perguntas frequentes

Q1. O MiriCanvas pode ser usado gratuitamente?

Sim. O plano gratuito é permanente e não um período experimental: inclui mais de 50 000 modelos, mais de 350 000 fotografias e elementos gráficos e 1 GB de armazenamento. As funções de inteligência artificial estão disponíveis dentro das quotas, com até cinco apresentações geradas por mês, cada uma com um máximo de trinta diapositivos.

Q2. Quanto custa o plano Pro?

O montante concreto não é publicado como texto estático na página pública de preços, e os valores podem diferir entre won coreano e moedas internacionais. A página confirma faturação mensal ou anual com impostos incluídos; consulte a página oficial em vez de confiar num valor divulgado por terceiros.

Q3. Posso usar comercialmente os desenhos do plano gratuito?

Em regra sim, para utilizações comerciais correntes como material promocional, publicações sociais e páginas de produto. A restrição determinante são os recursos empregues: os desenhos compostos apenas por conteúdos gratuitos beneficiam dos direitos mais amplos, ao passo que os elementos premium exigem uma licença específica, adquirida à parte pelas contas gratuitas ou incluída para os subscritores.

Q4. Posso vender os desenhos ou modelos que produzo?

Apenas em determinadas condições. Utilizando exclusivamente conteúdos gratuitos, pode criar modelos para revenda em linha e distribuir ou vender a terceiros sites, documentos e projetos. Os desenhos que incorporem elementos premium fornecidos pela plataforma não podem ser revendidos através de bancos de imagens ou de mercados, e também não é permitido revender como modelos os desenhos gerados por inteligência artificial.

Q5. Posso usar um desenho do MiriCanvas como logótipo da minha empresa?

Não. A licença proíbe expressamente utilizar um desenho criado no editor como logótipo, identidade corporativa ou marca que exija registo, bem como enquanto ícone de um site ou de uma aplicação. Se necessita de um sinal distintivo protegível, encomende uma criação original.

Q6. Que modelos de inteligência artificial utiliza o MiriCanvas?

A empresa licencia modelos de terceiros em vez de treinar os seus próprios. Para as imagens são citados o FLUX e o DALL·E 3, a redação assenta na OpenAI e um artigo técnico da AWS documenta uma cadeia de apresentações a funcionar sobre o Claude 3 Sonnet através do Amazon Bedrock. Às funções de imagem aplicam-se ainda as condições de licenciamento do Stable Diffusion.

Q7. Os meus conteúdos são usados para treinar modelos?

Não. As condições aplicáveis às ferramentas de inteligência artificial indicam que a empresa não utiliza os dados introduzidos para efeitos de treino. Ainda assim, o que é enviado para funções operadas por parceiros é partilhado com estes, entre os quais a OpenAI, e pode ser transferido para os Estados Unidos, pelo que convém não introduzir dados confidenciais nem pessoais.

Q8. Funciona bem em idiomas além do coreano?

A interface e os modelos suportam vários idiomas e o site internacional opera, entre outros, em inglês; contudo, o catálogo é mais profundo em coreano e o site coreano anuncia volumes claramente superiores. Quem trabalhe noutros idiomas deverá confirmar a profundidade dos modelos na sua categoria concreta antes de avançar.

Q9. Em que formatos posso exportar?

Os desenhos exportam-se em PDF, PNG, JPG, PPTX, MP4 e GIF, ou partilham-se por ligação. A exportação para PPTX é especialmente útil porque preserva a editabilidade do documento gerado no PowerPoint em vez de o achatar.

Q10. Tenho de indicar que o conteúdo foi criado com inteligência artificial?

Sim, sempre que estejam envolvidos resultados gerados. As condições exigem que o conteúdo que os incorpore seja claramente assinalado como tal e que, quando a intervenção tenha sido parcial, se explique de forma facilmente compreensível o papel desempenhado.

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