
Luma AI é uma plataforma de IA criativa em que agentes orquestram Ray3.2, Uni-1 e modelos de terceiros como Veo 3.1 e Kling em vídeo, imagem e áudio. Foi feita para agências e equipas de marca que produzem peças de campanha em volume, com saída 1080p HDR e exportação EXR em ACES para pós-produção.
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Luma AI é uma plataforma de IA criativa construída sobre uma premissa que o próprio site enuncia sem rodeios: a Luma é o seu parceiro criativo. A ideia é sua, a Luma ajuda a torná-la real. O produto já não se apresenta como uma simples caixa que converte frases em clipes. Os seus próprios metadados descrevem-no como a plataforma de IA criativa para geração de vídeo e criação de imagem, alimentada pelas famílias de modelos Ray e Uni e por agentes que conduzem o trabalho criativo de ponta a ponta.
Se chegou aqui à procura do Dream Machine, é preciso um esclarecimento. Dream Machine é o nome que tornou a Luma conhecida em 2024 e continua a existir — mas já não é a porta de entrada. O antigo caminho /dream-machine redireciona agora para /app, com o título Agentes criativos para profissionais criativos. A própria documentação da API fala explicitamente da «legacy Dream Machine video API» e disponibiliza um guia de migração. No iOS, em contrapartida, a aplicação móvel continua publicada com o nome Dream Machine. Esta divergência de marca tem consequências práticas: quem procurar «Luma Agents» na App Store não encontrará a aplicação.
A entidade por trás do produto é a Luma AI, Inc., sediada em Palo Alto, Califórnia. A missão declarada é construir uma inteligência geral unificada capaz de gerar, compreender e operar no mundo físico — uma formulação que coloca a geração de vídeo como meio e não como fim. Num artigo independente de novembro de 2025, a CNBC descreveu a Luma como criadora de «world models» multimodais que aprendem não só com texto, mas também com vídeo, áudio e imagens, a fim de simular a realidade. No mesmo artigo, a CNBC confirmou uma ronda de financiamento de 900 milhões de dólares liderada pela Humain, empresa de IA detida pelo fundo soberano da Arábia Saudita, com participação do braço de capital de risco da AMD a par dos investidores existentes Andreessen Horowitz, Amplify Partners e Matrix Partners, avaliando a empresa acima dos 4 mil milhões de dólares.
A palavra agente anda muito gasta no marketing de IA, pelo que vale a pena fixar o que designa neste produto. A formulação oficial é a de agentes integrados no seu fluxo de trabalho, fazendo o trabalho avançar de ponta a ponta com contexto partilhado entre equipas. Daí decorrem três mecanismos:
As FAQ oficiais dão a instrução de utilização com clareza: as suas indicações devem privilegiar o que pretende e não como fazê-lo — encare-se como realizador, não como microgestor. Vale a pena reter esta frase, porque explica por que razão os prompts escritos como comandos de software rendem aqui menos do que os redigidos como briefings criativos.
A plataforma não é uma camada fina sobre um único modelo, nem é exclusivamente própria. A Luma desenvolve internamente Ray3.2, Uni-1 e Ray3.14. A par destes, a plataforma orquestra Nano Banana, Nano Banana Pro, GPT Image 2, Seedream, Veo 3.1, Kling 3.0, Kling Omni, Seedance 2.0 e três modelos de áudio da ElevenLabs que cobrem voz, efeitos sonoros e música. É uma franqueza invulgar numa empresa que constrói os seus próprios modelos: a Luma publica as tarifas em créditos dos sistemas concorrentes na sua própria tabela de preços, e o benefício do plano Plus está literalmente redigido como acesso a «modelos de imagem e vídeo da Luma e de terceiros».
A implicação prática é que a Luma compete em orquestração e fluxo de trabalho, não na pretensão de ter o único modelo bom. Se o Veo 3.1 servir melhor um determinado plano, chega-lhe sem subscrever um segundo serviço.
O Ray3.2 é o modelo de vídeo principal, e o que o distingue num mercado saturado de geração de vídeo com IA é o controlo e não a novidade. O Multi-Keyframe permite definir até 16 fotogramas-chave dentro de um mesmo plano, o que possibilita dirigir o que muda e o que se mantém ao longo dos tempos da cena, em vez de aceitar o movimento que o modelo inventar. Para quem alguma vez lutou com um modelo de vídeo que reinterpreta a cena inteira a cada regeneração, esta é a capacidade mais determinante da página.
Resolução e duração são enunciadas de forma concreta: saída em 1080p em todos os modos e trabalho de vídeo para vídeo suportado até 20 segundos.
É a capacidade que separa a Luma das ferramentas de puro texto para vídeo. O Modify Video V2 remodela as imagens que já possui: troque a parede, o mundo, o guarda-roupa, enquanto a iluminação se mantém e a interpretação sobrevive, até 20 segundos, tudo em 1080p. Traz imagens reais e o modelo altera o mundo em torno da interpretação, em vez de regenerar a própria interpretação.
O conjunto de transformações publicado abrange oito operações com nome próprio: Motion Transfer (aplicar movimento e dinâmica a outras personagens, objetos e materiais), Camera Motion Transfer (transpor movimentos de câmara cinematográficos para outras cenas e estilos), Character Transformation (transformar uma pessoa numa personagem inteiramente nova preservando a sua interpretação), Visual Effects (efeitos cinematográficos mantendo a coerência da cena), Environment Change (mudar o cenário, a estação do ano ou um mundo inteiro), Relighting (ajustar a luz a outro ambiente ou momento do dia), Product Swap (adaptar produtos entre campanhas sem nova rodagem) e Global Campaigns (gerar variantes da mesma criatividade por mercado).
Sustentam-nas um Motion Transfer melhorado, um Performance Tracking que preserva o movimento do corpo e a postura, e uma Expressive Facial Performance que transfere expressões faciais mantendo a identidade da personagem.
A maioria das ferramentas de vídeo com IA fica-se por um MP4. A Luma não. O Ray3.2 oferece geração HDR nativa de 16 bits — viva, rigorosa e passível de correção de cor logo no primeiro render, sem depender de uma conversão posterior. Mais decisiva ainda para os fluxos profissionais é a exportação EXR: fotogramas EXR de 16 bits para correção de cor, composição e VFX em ACES2065-1 (AP0), prontos a compor tal como estão.
A empresa explica a razão sem rodeios: a geração HDR nativa e a exportação EXR de 16 bits existem para que o trabalho gerado por IA seja composto lado a lado com planos de imagem real no Resolve ou no Nuke dos seus utilizadores. Se trabalha numa casa onde o acabamento é feito em DaVinci Resolve ou Nuke, é esta especificação que determina se o material gerado pode entrar na sua linha de tempo ou fica remetido a referência.
Tenha em conta que esta qualidade acarreta um multiplicador de custo direto, detalhado abaixo na secção de preços.
Do lado da imagem, o Uni-1 é posicionado como inteligência de marca ao nível do modelo, levando referências de estilo, referências de personagem e ancoragem visual a cada peça. A implementação da API revela a arquitetura: um endpoint de raciocínio e um endpoint de geração — o modelo pensa antes de entregar, pelo que a primeira passagem costuma ser a correta. A Luma afirma que o Uni-1.1 reduz para metade tanto o preço como a latência face ao antecessor. Trata-se de uma afirmação do fornecedor, sem auditoria independente.
Quatro acrescentos recentes completam a vertente de produção: os Luma Skills transformam um fluxo construído uma vez numa competência reutilizável executável à vontade; os Team Workspaces partilham créditos e centralizam a gestão do consumo; o Export for Production entrega ficheiros EXR de alta qualidade; e a passagem de ativos a entregáveis cobre a junção de planos, a inserção de legendas e a produção de peças acabadas.
A Luma publica um catálogo concreto do trabalho para o qual foi construída, o que é mais informativo do que promessas genéricas. O padrão recorrente é volume com coerência: muitas variantes da mesma ideia criativa, mantidas dentro da marca.
Explorações infinitas de identidade de marca — dirigir uma campanha multiativo completa com visuais coerentes e variações prontas a correr em qualquer lugar — é o cenário emblemático e aquele em que a arquitetura de agentes se justifica. Cenários afins incluem os anúncios de vídeo social para cada canal, que partem de um rascunho de texto para vídeo e acrescentam ganchos, legendas e formatos adaptados a cada plataforma, e variantes de teste A/B mais inteligentes para capturas de loja de aplicações com enquadramento específico por plataforma.
As Global Campaigns são a variante que poupa dinheiro de forma mais direta: gerar variações de uma rodagem por mercado em vez de voltar a filmar por região.
Visuais de produto de todos os ângulos cobre fotografias de estilo de vida e imagens principais para comércio eletrónico, redes sociais e marketplaces, em todos os formatos necessários. Fotografia em modelo de todos os ângulos produz imagens realistas em modelo com diversidade de poses, tipos de corpo e contextos de styling. Explorar maquetes de embalagem e rótulos visualiza a embalagem em 3D fotorrealista, da vista de prateleira ao grande plano. Do lado do vídeo, o Product Swap estende a mesma lógica ao movimento: adaptar produtos entre campanhas sem novas rodagens nem montagem manual.
Storyboards para todos os arcos possíveis abrange o desenvolvimento de personagens, arcos narrativos e mapas de episódio, até dar vida ao piloto. Realizar o trailer de um livro, jogo ou filme visa peças cinematográficas curtas que fixam um tom e criam intriga. É o segmento em que a saída HDR e EXR mais conta, porque o trabalho narrativo é finalizado num fluxo de cor e não publicado diretamente num feed.
Localizar um vídeo em várias línguas traduz e adapta o vídeo com locuções naturais e visuais sincronizados. Os modelos da ElevenLabs presentes no catálogo são o que torna isto exequível dentro de uma única ferramenta, sem recorrer a um fornecedor de dobragem à parte.
Planos de aula orientados por inteligência constrói planificações completas com material visual e guias. Visualizar conteúdo académico transforma sistemas complexos em visualizações animadas, legendadas e fáceis de acompanhar. Apresentações prontas a projetar transforma ideias em decks bem estruturados. Transformar um excerto de podcast em vídeo converte áudio em clipes partilháveis com legendas, visuais e imagens de apoio. Transformar dados em infografias é o equivalente estático.
O ponto de entrada recomendado pela Luma não é a barra de prompt. O Learning Center aconselha: entre e comece a criar; siga os fluxos guiados e depois duplique o board para o remisturar, ajustar e torná-lo seu. Os boards são a unidade de organização do produto; partir de um exemplo que funciona e alterá-lo ensina as convenções do sistema muito mais depressa do que começar em branco.
Recorde a orientação oficial: privilegiar o quê e não o como; ser realizador e não microgestor. Na prática, significa especificar sujeito, cenário, atmosfera, comportamento de câmara e formato de entrega pretendido, deixando depois ao agente a escolha do modelo e a sequência de operações. Sobreespecificar a mecânica tende a entrar em conflito com a camada de orquestração.
A tabela de créditos torna esta disciplina evidente. No Ray3.2, uma geração SDR de 5 segundos custa 20 créditos em Draft, 50 em 540p, 100 em 720p e 400 em 1080p. Esboçar em baixa resolução custa um vigésimo de um render em 1080p. Explore composição e movimento a baixo custo e finalize apenas as tomadas que resultam.
Se dispõe de imagens aproveitáveis, o Modify Video é quase sempre o melhor caminho face à geração de raiz: a interpretação e o ritmo já estão certos e está a pedir ao modelo que mude o mundo em vez de o inventar. Acerte os parâmetros de Motion e Structure e tenha presente o aviso oficial de que a taxa de fotogramas do material de origem afeta a duração da saída.
Para um plano que tenha de acertar em momentos precisos — a revelação de um produto, uma viragem, uma mudança de expressão — coloque fotogramas-chave em vez de descrever a sequência em prosa. Com até 16 por plano tem resolução suficiente para coreografar a maioria dos planos individuais.
Decida entre SDR, HDR ou HDR+EXR antes do render final, porque o formato triplica o preço no extremo superior. Uma entrega para redes sociais raramente justifica EXR; um anúncio que passa por correção de cor justifica-o sempre.
Assim que um fluxo produzir resultados fiáveis, transforme-o num Luma Skill. O fluxo criativo constrói-se uma vez e corre indefinidamente — é aqui que o custo de tempo por peça verdadeiramente desce no trabalho recorrente de campanha.
As agências de publicidade e os estúdios de marca são o público mais evidente, e a lista de clientes exibida pela empresa reflete-o: Serviceplan, Dentsu, Humain, Aperture, Publicis Groupe, Boundless, Mazda e Uncharted. São referências escolhidas pelo fornecedor e não estudos de caso verificados de forma independente, mas a quem se dirige a venda é inequívoco. Os testemunhos nominais vêm de Hannah Paravez, CEO da Aperture; Fran Luckin, codiretora criativa da Boundless; Jon Erwin, fundador da The Wonder Project; e Bassel Kakish, CEO da Publicis Groupe para o Médio Oriente e a Turquia.
As equipas internas de conteúdo das marcas que produzem peças de campanha de forma recorrente são onde os agentes criativos se pagam a si próprios, e as que mais ganham com os Skills e o contexto partilhado, precisamente onde o mesmo fluxo corre muitas vezes com entradas diferentes.
As casas de pós-produção e VFX são servidas especificamente pela via de saída EXR e ACES2065-1. Se o acabamento acontece em Resolve ou Nuke, a Luma é uma das poucas ferramentas generativas que produz para dentro desse fluxo e não ao lado dele.
As equipas de produto e desenvolvimento que integram geração nas suas próprias aplicações estão cobertas pela API, com preços em dólares e um nível Scale que inclui SLA.
Docentes e criadores de cursos dispõem do planeamento de aulas e da visualização académica como cenários de primeira linha, e a Luma mantém ainda um programa educativo próprio.
Encaixa pior em entusiastas individuais e utilizadores ocasionais: não há plano gratuito, a entrada fica em 30 dólares por mês e a economia dos créditos premeia o volume. Quem produza um punhado de clipes por mês terá dificuldade em justificar o custo por peça face a ferramentas com nível gratuito.
A web é o ambiente principal. Todos os caminhos convergem para app.lumalabs.ai como ponto único de autenticação e criação, e é no navegador que vivem os boards, os agentes e os espaços de trabalho de equipa.
O iOS dispõe de uma aplicação nativa publicada como Luma Dream Machine, vendedor Luma AI, Inc., de descarregamento gratuito, com subscrição e compras integradas à parte. A versão à data de redação é a 2.0.8, lançada a 17 de abril de 2026, exigindo iOS 17.0 ou posterior. A Apple classifica-a em Fotografia e vídeo, com Gráficos e design como categoria secundária, e classificação etária 12+.
A API constitui uma linha de produto autónoma com tarifário próprio em dólares, cobrindo Ray3.2 para vídeo e Uni-1.1 para imagem.
Os fluxos profissionais de pós-produção são apoiados de forma indireta mas concreta através da saída EXR em ACES2065-1, concebida segundo a empresa para se compor lado a lado com planos reais em Resolve ou Nuke.
A disponibilidade em Android não foi possível confirmar a partir de fontes primárias no momento da redação, pelo que não se afirma nada em qualquer sentido. (a verificar)
Convém estabelecê-lo em primeiro lugar, porque muito conteúdo de terceiros afirma o contrário. A página de preços da Luma não apresenta qualquer nível gratuito. O ponto de entrada individual mais barato é o plano pago Plus.
As condições definem de facto Trials — ofertas alfa, beta ou de acesso antecipado — mas com limites nítidos: não excederão 14 dias salvo acordo escrito em contrário e, de forma decisiva, qualquer saída gerada durante um período experimental só pode ser usada para avaliação e testes internos desse período experimental e para mais nenhum fim. A Luma não presta garantia, indemnização nem suporte relativamente aos períodos experimentais, e limita a responsabilidade associada a 50 dólares. Um período experimental não é, portanto, uma via para produzir trabalho publicável.
| Plano | Mensal | Anual (por mês) | Créditos | Inclusões principais |
|---|---|---|---|---|
| Plus | 30 $ | 25 $ (300 $/ano) | 10 000 | Modelos de imagem e vídeo da Luma e de terceiros; acesso de edição para colaboradores convidados; uso comercial |
| Pro | 90 $ | 75 $ (900 $/ano) | 40 000 | Tudo o do Plus, mais utilização de agentes multiplicada por 4 |
| Ultra | 300 $ | 250 $ (3000 $/ano) | 150 000 | Tudo o do Pro, mais utilização de agentes multiplicada por 15 |
A faturação anual é anunciada como uma poupança até 20 %.
Repare que o uso comercial figura como um benefício listado do plano Plus, o que é coerente com condições que tratam os direitos comerciais como concedidos pela subscrição e não como automáticos. Ver a secção Limitações.
O Team (contactar vendas) acrescenta gestão de membros, projetos e partilha ao nível da equipa, análise de consumo, créditos partilhados e SSO. O Enterprise junta compromissos empresariais, formação dedicada e afinação personalizada.
Os créditos não são uma moeda uniforme: o consumo varia consoante o modelo, a ação, a resolução, a duração e o formato de saída. Extrato das tarifas de vídeo do Ray3.2:
| Ação | Draft | 540p | 720p | 1080p |
|---|---|---|---|---|
| T2V / I2V, 5 s | 20 | 50 | 100 | 400 |
| T2V / I2V, 10 s | 60 | 150 | 300 | 1200 |
| Reframe, por segundo | 10 | 20 | 40 | 120 |
O formato de saída aplica um multiplicador à base: SDR é o preço de referência, HDR custa 2× os créditos SDR e HDR + EXR custa 3×. Um plano de 10 segundos em 1080p com HDR+EXR fica assim em 3600 créditos — mais de um terço de toda a dotação mensal do plano Plus para uma única tomada.
As tarifas entre modelos variam mais de uma ordem de grandeza. O Veo 3.1 com áudio custa 280 créditos por segundo tanto em 720p como em 1080p; o Seedance 2.0 Mini em 480p custa 26 créditos por segundo. A geração de imagem vai de 1 crédito por uma imagem Seedream 1K até 255 créditos pelo GPT Image 2 em High 4K, ficando o Uni-1 nos 30 créditos fixos. O áudio é medido à parte: síntese de voz ElevenLabs v3 a 21 créditos por cada 1000 caracteres, efeitos sonoros a 25 créditos por minuto e música a 98 créditos por minuto.
A API é faturada em dólares e não em créditos. Ray3.2 em texto para vídeo e imagem para vídeo num clipe de 5 segundos: 0,15 $ em 540p, 0,30 $ em 720p e 1,20 $ em 1080p. Os preços indicados referem-se a SDR; HDR fica a 2× e HDR+EXR a 3×.
Existem dois níveis comerciais. O Build funciona por utilização sem compromisso mínimo, mas a empresa indica claramente que se aplicam limites de taxa e que não há SLA de latência. O Scale fornece capacidade dedicada com débito e latência garantidos, inclui SLA, moderação e melhoria de prompts, e traz uma garantia de não treino. O Scale exige um mínimo de 4 unidades, correspondendo 1 unidade a 1 pedido por minuto em Base ou 0,4 RPM em Max.
As subscrições renovam-se automaticamente por períodos de igual duração às tarifas então em vigor, salvo cancelamento antes da data de renovação. Todas as tarifas são definitivas e não reembolsáveis, salvo determinação em contrário da Luma. As reclamações devem ser apresentadas por escrito no prazo de 60 dias após a faturação. Os pagamentos são processados pela Stripe e não diretamente pela Luma. Face às queixas sobre reembolsos tratadas em Limitações, estas cláusulas constituem o contexto operativo.
Como a Luma orquestra internamente modelos concorrentes, a questão das alternativas desdobra-se em duas: alternativas de modelo ou alternativas de plataforma.
A Runway é a concorrente mais próxima ao nível da plataforma, com orientação comparável para edição profissional e um percurso mais longo em fluxos de produção cinematográfica.
A Pika aponta a conteúdo social mais curto, com interface mais leve e preço de entrada geralmente inferior, atraindo criadores mais do que agências.
O Google Veo e o Kling estão disponíveis dentro da Luma, pelo que escolhê-los diretamente é sobretudo uma questão de saber se quer a camada de orquestração ou o acesso direto ao modelo a um custo potencialmente menor.
O OpenAI Sora concorre ao nível do modelo. O diretor executivo da Luma afirmou publicamente que o Ray3 supera o Sora 2 em testes de referência e fica sensivelmente ao nível do Veo 3 — uma afirmação do fornecedor relatada pela CNBC mas sem auditoria independente.
O Adobe Firefly impõe-se onde a integração com o Creative Cloud e a segurança jurídica dos dados de treino se tornam critérios decisivos de aquisição.
Onde a Luma se diferencia de facto: a via de saída ACES EXR, o controlo com 16 fotogramas-chave e a orquestração multimodelo sob uma única subscrição. Onde os concorrentes podem ganhar: níveis gratuitos para avaliação e a simplicidade de um modelo único para equipas que não precisam de orquestração.
É o aspeto mais importante que um potencial comprador deve compreender, e não se vê a partir do site de marketing.
Na App Store, o Luma Dream Machine mantém 4,5 em 5 com 1780 avaliações — amostra ampla e nota elevada.
No Trustpilot, lumalabs.ai mantém 1,5 em 5 com 62 avaliações. Duas ressalvas são indispensáveis para ler o número com honestidade. Primeiro, o próprio Trustpilot assinala que o perfil não está reclamado e que a empresa não tem histórico de convidar clientes a avaliar, pelo que a amostra pode não ser representativa: quem aparece por iniciativa própria tende para o negativo. Segundo, toda a categoria pontua baixo naquela plataforma: na mesma página, a Runway surge com 1,1 (307 avaliações), o Kling com 1,3 (365 avaliações) e a Pika com 1,7 (66 avaliações). A Luma não é um caso atípico dentro da sua categoria.
O que é útil não é a nota, mas os temas recorrentes, que se agrupam com nitidez:
Lido à luz das condições — todas as tarifas definitivas e não reembolsáveis salvo determinação em contrário da Luma —, o terceiro tema tem menos que ver com falhas pontuais do suporte do que com uma política que deixa pouca margem de recurso. Orçamente em conformidade.
As FAQ da API da Luma são invulgarmente francas quanto a defeitos e merecem leitura antes de qualquer compromisso de integração. Entre os problemas documentados contam-se pedidos HDR que recaem no Ray 3 em vez do Ray 3.2; falha de geração no Extend; o painel Reframe a usar apenas o Ray 2 sem seletor de motor; vídeos importados que falham no descarregamento durante o Modify; o V2V Modify a ignorar o movimento do vídeo de origem e a gerar apenas a partir do prompt; e vários vídeos gerados a partir de um único clique, com a consequente cobrança duplicada.
As condições restringem a utilização dos serviços ou das saídas para fins comerciais salvo autorização ao abrigo da secção 4.9, e proíbem separadamente distribuir ou vender saídas através de qualquer marketplace não operado pela Luma sem uma subscrição que permita o uso comercial. Na prática, um plano pago confere direitos comerciais — o Plus enumera-os explicitamente — mas os pressupostos vagos sobre direitos comerciais não se aplicam. As saídas de período experimental ficam restringidas à avaliação interna independentemente do nível.
A política de privacidade enumera entre as suas finalidades: treinar, desenvolver e melhorar a inteligência artificial, a aprendizagem automática e os modelos que usamos para suportar os nossos serviços. Confrontada com a garantia de não treino explícita do nível Scale da API, a imagem torna-se clara: ficar de fora da utilização para treino é uma funcionalidade empresarial e não um valor por omissão. Para agências que lidam com material confidencial de cliente antes do anúncio, trata-se de uma consideração ao nível da aquisição.
As condições estabelecem que o cliente detém e conserva todos os direitos, títulos e interesses sobre as saídas, cedendo a Luma os seus. Mas essa cessão não inclui quaisquer direitos, títulos ou interesses sobre saídas de terceiros — relevante dado que prompts semelhantes podem produzir resultados semelhantes para utilizadores diferentes.
Se usar uma saída que identifique uma pessoa ou se assemelhe a ela, deve identificar publicamente que essa saída foi gerada por IA. Não pode deturpar a origem de uma saída nem afirmar que foi criada por humanos. O material carregado que contenha pessoas exige que seja o seu proprietário ou que esteja plenamente autorizado a conceder os respetivos direitos.
As condições proíbem usar os serviços ou as saídas, direta ou indiretamente, para criar, testar, treinar ou de outro modo desenvolver quaisquer modelos, sistemas, arquiteturas, pesos ou tecnologias afins de IA ou aprendizagem automática. A geração de dados sintéticos de treino fica excluída.
A Luma pode modificar ou descontinuar a totalidade ou parte dos serviços a qualquer momento, temporária ou permanentemente, sem aviso prévio — com um esforço comercialmente razoável para avisar com 30 dias de antecedência em caso de descontinuação de funcionalidade substancial — e declina responsabilidade pelas consequências. A transição do Dream Machine para os Agents mostra que esta cláusula não é hipotética.
O posicionamento do Ray3 como primeiro modelo de vídeo com raciocínio e primeiro a gerar HDR de 16 bits parte da própria empresa. A comparação de referência face ao Sora 2 e ao Veo 3 é do diretor executivo e foi relatada pela CNBC. À data da redação não foi localizada qualquer avaliação técnica independente de uma publicação tecnológica consolidada. A CNBC assinalou ainda que o Dream Machine suscitou acusações de cópia de propriedade intelectual no início desse ano, tendo a empresa respondido que implementara salvaguardas.
Os utilizadores devem ter pelo menos 18 anos, ou entre 13 e 18 anos com consentimento de um progenitor ou tutor legal. Menores de 13 anos não estão autorizados e aplica-se um aviso COPPA.
Não. A página de preços não apresenta plano gratuito; o ponto de entrada individual mais barato é o Plus a 30 $ por mês, ou 25 $ por mês com faturação anual. Existem períodos experimentais de funcionalidades alfa, beta ou de acesso antecipado, mas estão limitados a 14 dias e as suas saídas só podem ser usadas para avaliação e testes internos, não para trabalho publicável. Alguns artigos de terceiros afirmam existir um nível gratuito: isso não corresponde à página de preços atual.
Sim, com um plano pago. O uso comercial figura como benefício explícito do plano Plus, e as condições permitem a utilização comercial no âmbito da secção 4.9. As saídas são suas e a Luma cede-lhe os seus direitos. Duas ressalvas: a cessão exclui direitos sobre saídas de terceiros, e as saídas de período experimental ficam limitadas à avaliação interna qualquer que seja o plano.
O Ray3.2 entrega 1080p em todos os modos, com 540p, 720p e um nível Draft abaixo. O trabalho de vídeo para vídeo é suportado até 20 segundos. Outros modelos do catálogo vão mais alto — o Seedance 2.0 e o Kling Omni oferecem opções 4K — com tarifas de créditos proporcionalmente superiores.
Os créditos são consumidos por geração consoante o modelo, a ação, a resolução, a duração e o formato de saída. Um plano Ray3.2 de 5 segundos em 1080p custa 400 créditos em SDR; o mesmo plano em HDR+EXR custa 1200, dado que HDR fica a 2× e HDR+EXR a 3×. Com 10 000 créditos no Plus, isso equivale a cerca de 25 planos acabados em 1080p SDR antes de contar a iteração — e é justamente na iteração que o orçamento se esvai. O modo Draft a 20 créditos por 5 segundos existe precisamente por isso.
O nome persiste no iOS, onde a aplicação é publicada como Luma Dream Machine. Na web não: /dream-machine redireciona para /app, apresentado como Luma Agents, e a documentação da API qualifica a API de vídeo do Dream Machine como legacy, com guia de migração. A capacidade subjacente de geração de vídeo prossegue na linha de modelos Ray.
Sim, e é uma das capacidades mais fortes da Luma. O Modify Video V2 remodela imagens existentes — alterando ambientes, guarda-roupa, iluminação ou produtos — preservando a interpretação original, até 20 segundos e em 1080p. Ferramentas afins incluem o Motion Transfer, o Camera Motion Transfer, o Relighting e o Reframe para mudanças de proporção. Tenha presente a ressalva documentada de que o V2V Modify pode por vezes ignorar o movimento de origem e gerar apenas a partir do prompt.
Nas subscrições de consumo, a política de privacidade enumera o treino, desenvolvimento e melhoria dos modelos de IA e aprendizagem automática da Luma entre os usos declarados da informação recolhida. O nível Scale da API inclui explicitamente uma garantia de não treino. Se a exclusão do treino for um requisito, isso aponta para o nível empresarial da API e não para uma subscrição comum.
Para fluxos de acabamento, sim — mais do que a maioria das ferramentas generativas. O Ray3.2 gera HDR nativo de 16 bits e exporta fotogramas EXR de 16 bits em ACES2065-1 (AP0), descritos pela Luma como prontos a compor e concebidos para se comporem lado a lado com planos reais em Resolve ou Nuke. Preveja no orçamento o multiplicador de 3× em créditos que a saída HDR+EXR acarreta.
Depende muito de onde se procura. A aplicação iOS mantém 4,5 em 5 com 1780 avaliações. O Trustpilot mostra 1,5 em 5 com 62 avaliações, embora esse perfil não esteja reclamado nem existam convites a avaliar, e toda a categoria pontue baixo naquela plataforma — Runway 1,1, Kling 1,3, Pika 1,7. Os temas críticos constantes são a variação diária da qualidade de saída, os créditos consumidos por tentativas falhadas e a dificuldade em obter reembolsos. Note-se que, pelas condições, as tarifas não são reembolsáveis por omissão.
Sim, cobrindo o Ray3.2 para vídeo e o Uni-1.1 para imagem. Os clipes SDR de 5 segundos em Ray3.2 são tarifados a 0,15 $ em 540p, 0,30 $ em 720p e 1,20 $ em 1080p, com HDR a 2× e HDR+EXR a 3×. O nível Build funciona por utilização sem compromisso mínimo, mas sem SLA de latência, o que é indicado de forma explícita. O nível Scale fornece capacidade dedicada com débito garantido, SLA, moderação e garantia de não treino, com um mínimo de 4 unidades, correspondendo 1 unidade a 1 pedido por minuto em Base.