
O Leonardo.Ai é uma plataforma de IA generativa executada no navegador que transforma comandos de texto, imagens de referência e modelos treinados sob medida em imagens e vídeos prontos para produção. Reúne as suas próprias famílias de modelos Phoenix, Lucid e Motion e motores de terceiros licenciados num único sistema de tokens, atendendo criadores, estúdios de jogos, equipas de marketing e programadores.
Já usou esta ferramenta? Avalie-a
Já usou esta ferramenta? Avalie-a
O Leonardo.AI apresenta-se como «a plataforma de IA generativa pensada antes de mais para quem cria», um serviço na nuvem que abrange imagem, arte e vídeo. Na prática é um estúdio que abre diretamente no navegador: escreve um comando ou carrega uma imagem de referência, escolhe um entre vários modelos generativos e recebe uma imagem ou um clipe de vídeo. A partir daí continua a trabalhar esse resultado dentro do mesmo espaço de trabalho, sem ter de o exportar para outro programa.
O que o distingue dos geradores de modelo único que dominaram a primeira vaga da arte por IA é a recusa deliberada de apostar num só motor. A empresa afirma com clareza que a plataforma não está limitada a um único modelo generalista, disponibilizando antes um conjunto de modelos gerais e modelos afinados, cada um construído para se destacar num tipo de resultado diferente. Sobre isso assenta a funcionalidade que define o produto desde o início: pode treinar o seu próprio modelo. Os utilizadores podem carregar uma pequena coleção de imagens, normalmente entre dez e vinte, para treinar um modelo próprio que reproduz um estilo, um tema ou um sujeito específico, captando nuances como paletas de cor, composição e opções estéticas.
A entidade que explora o serviço é a sociedade australiana Leonardo Interactive Pty Ltd (ACN 662 209 485), e os termos de serviço foram atualizados pela última vez a 19 de janeiro de 2026. A empresa foi fundada em Sydney no final de 2022 e dirigia-se inicialmente a programadores de videojogos que precisavam de arte conceptual e variações de recursos com rapidez, uma origem que ainda hoje transparece na profundidade invulgar dos seus controlos.
Este é o ponto que os diretórios de terceiros descrevem mal com mais frequência, porque a situação mudou duas vezes.
A Canva anunciou a aquisição do Leonardo.AI a 29 de julho de 2024. O discurso na altura foi explícito: o Leonardo continuaria a operar de forma independente, concentrado em inovação rápida, investigação de modelos e desenvolvimento de produto. A imprensa situou o negócio acima dos 300 milhões de dólares. Durante cerca de dezoito meses essa promessa manteve-se: o Leonardo conservou a marca própria, a sua página de preços e o seu roteiro, ao mesmo tempo que fornecia tecnologia de modelos ao Magic Studio da Canva.
A propriedade já não é implícita. A política de privacidade abre identificando a empresa como uma marca da Canva, que é a confirmação em primeira mão mais nítida dessa relação.
Depois, em março de 2026, o arranjo mudou. A Canva confirmou estar a acelerar a integração do Leonardo no seu roteiro de IA. Um porta-voz indicou que uma equipa pequena continuaria a trabalhar no Leonardo enquanto produto autónomo, ao passo que os restantes colaboradores passariam para novas equipas dentro da Canva. Órgãos de comunicação australianos noticiaram que o pessoal do escritório de North Sydney tinha sido informado de uma reestruturação; a Canva rejeitou as afirmações associadas sobre despedimentos iminentes, tendo o responsável de comunicação corporativa declarado que não foram discutidos nem comunicados despedimentos à equipa. As duas versões não foram inteiramente conciliadas em público.
Para quem pondera usar o serviço, o alcance prático é mais estreito do que os títulos sugerem. No momento em que este texto é escrito, a plataforma funciona, vende subscrições, publica os seus próprios preços e continua a lançar modelos novos. Mas a equipa que a sustenta é bastante menor do que na fase de independência, e qualquer planeamento de longo prazo deve considerar a hipótese de algumas capacidades migrarem com o tempo para as interfaces da própria Canva. Quem pense construir uma cadeia de produção crítica sobre esta ferramenta deve ler este ponto em conjunto com a cláusula de alteração do serviço descrita mais abaixo.
O Leonardo mantém duas famílias de modelos próprias — Phoenix e Lucid para imagem, Motion para vídeo — e licencia ao lado um conjunto rotativo de motores de ponta. A fronteira comercial entre uns e outros vê-se com nitidez nas condições de preços: a reserva de geração ilimitada em modo descontraído inclui atualmente Lucid Origin, Lucid Realism, Phoenix 1.0, Phoenix 0.9, Motion 1.0, Motion 2.0 e Motion 2.0 Fast, todos de desenvolvimento interno. Os motores de terceiros — na plataforma surgem nomes como Veo, Kling, Sora, Seedream, Ideogram, Nano Banana Pro e variantes do FLUX — são cobrados por geração e ficam de fora dessa reserva ilimitada.
Não é um pormenor. É o aspeto mais útil a compreender antes de escolher um plano, porque determina se o seu fluxo de trabalho tem um teto de custo ou um contador sempre a andar.
Treinar um modelo próprio continua a ser o fator distintivo mais duradouro do Leonardo. Forneça dez a vinte imagens de uma personagem, de um produto, de uma direção artística ou de uma família de texturas e obtém um modelo afinado a que pode recorrer repetidamente. Para um estúdio que precisa que duzentos recursos pareçam saídos da mesma mão, essa é a diferença entre um brinquedo e uma cadeia de produção. Os lugares para modelos são atribuídos por plano, de dez no primeiro plano pago até cinquenta no mais alto.
As ferramentas de edição foram construídas em torno da ideia de não perder aquilo que já resultou. A empresa descreve o objetivo assim: editar imagens e vídeo preservando os elementos que importam, ou seja, personagens, composição, estilo e intenção. Afina-se em vez de voltar a lançar os dados. Na prática, isto abrange o retoque interior e o alargamento do enquadramento sobre uma tela, a transformação de imagem para imagem, a referência de personagem para manter um sujeito coerente ao longo de várias peças, e controlos estruturais que fixam a pose e a disposição.
O vídeo é uma linha de produto de pleno direito e não um acessório: tem a sua própria família de modelos Motion, limites de fila próprios e uma reserva ilimitada dedicada no plano mais alto, e suporta fluxos de imagem para vídeo além da geração guiada por texto. É também, segundo a avaliação consistente de análises independentes, a metade menos madura da plataforma: os analistas classificam a geração de imagem como a melhor da categoria, enquanto o resultado em vídeo e a coerência entre planos ainda estão a recuperar terreno.
A melhoria de resolução e nitidez é tratada como uma etapa de entrega, destinada a preparar os recursos para impressão, ecrãs de alta resolução e entrega profissional. A ampliação consome tokens como qualquer outra operação, o que conta ao orçamentar um lote grande.
Em fevereiro de 2026, a par de uma renovação de marca, o Leonardo lançou aquilo a que chama a sua Creative Engine API. A proposta inverte o fluxo habitual de desenvolvimento: desenha-se a geração numa interface visual, vê-se o resultado em tempo real e depois exporta-se para produção exatamente esse código de API. Acerta o resultado com controlos deslizantes na aplicação web e exporta em seguida código executável com todos os parâmetros já definidos, eliminando a etapa de tradução em que a intenção de quem desenha se perde dentro de um pedido JSON. A API suporta no mesmo lugar fluxos de texto para imagem, imagem para imagem e imagem para vídeo, além de treino LoRA e predefinições próprias.
Arte para videojogos e recursos prontos a produzir. É aqui que a profundidade da plataforma se converte em valor de forma mais direta, o que condiz com a sua origem. Um analista que a testou na prática classificou-a como o melhor gerador de imagem avaliado para arte de videojogos e recursos diretamente utilizáveis, atribuindo essa avaliação não à beleza das imagens em si, mas a todo o conjunto de controlos de produção à sua volta: fixação de pose, referência de personagem, retoque interior, modelos treinados à medida e geração de mapas de textura PBR que se importam num motor 3D.
Peças de marketing e campanhas em grande escala. Os casos publicados pela empresa apontam nesse sentido: a Gamepack afirma ter reduzido para metade a despesa de produção mantendo a qualidade, a Ducati usou a plataforma numa campanha global que gerava peças personalizadas e partilháveis para os motociclistas, e a Springbok recorreu aos modelos de vídeo para encurtar o tempo de colocação no mercado dos seus recursos animados.
Produção de conteúdo coerente com a marca. Treina-se um modelo com a biblioteca visual que a marca já tem e gera-se a partir dele. É este fluxo que torna o treino personalizado rentável para agências e equipas internas cujos resultados têm de passar por uma validação de marca.
Exploração de conceitos e pré-visualização. Iterar depressa entre estilos e composições antes de comprometer orçamento em fotografia, ilustração ou produção 3D. A atribuição diária de tokens gratuitos permite fazer essa validação sem gasto prévio.
Geração integrada em produtos de terceiros. Através da API, a geração passa a ser uma funcionalidade dentro do produto de outra pessoa: mundos de jogo dinâmicos, imagens personalizadas para comércio eletrónico ou ferramentas criativas para o utilizador final. A empresa comunicou um crescimento de 50 por cento face ao ano anterior na sua base de utilizadores e um aumento de 200 por cento nas receitas recorrentes com clientes empresariais, números fornecidos pelo próprio fornecedor e não auditados de forma independente.
Gerir os tokens como um orçamento e não como pontos é a verdadeira chave para tirar partido desta plataforma. Como o consumo depende da intensidade de cálculo, convém fixar primeiro a composição e a direção estética com um modelo leve e resolução moderada, reservando o modelo pesado para a peça final: o custo do mesmo resultado desce de forma apreciável. Outro hábito de elevado retorno é treinar cedo um modelo próprio. Assim que a direção artística do projeto assenta, um modelo dedicado reduz bastante o desperdício de repetir gerações até acertar. Por fim, faça da edição na tela a sua primeira reação e não o último recurso: a grande maioria dos resultados que ficam a um passo corrige-se mais depressa e por menos dinheiro do que custa voltar a gerá-los.
O Leonardo funciona com uma subscrição freemium apoiada numa moeda interna, os tokens, e ainda com uma faturação de API completamente separada.
| Plano | Preço (sem impostos) | Tokens rápidos | Reserva acumulada | Gerações simultâneas |
|---|---|---|---|---|
| Gratuito | 0 $ / mês | 150 por dia | — | — |
| Essential | 12 $ / mês | 8500 por mês | 25 500 | 2 |
| Premium | 30 $ / mês | 25 000 por mês | 75 000 | 3 |
| Ultimate | 60 $ / mês | 60 000 por mês | 180 000 | 6 |
Na faturação anual é anunciado um desconto até 20 por cento. Os limites de fila sobem com o plano, de cinco no plano de entrada até vinte no mais alto.
Os tokens são a unidade de conta universal da plataforma e são descontados na geração de imagens, na geração de vídeo, em pós-processamento como a remoção de fundos e na ampliação. O ponto essencial é que um token não corresponde a um resultado fixo: a quantidade consumida depende da intensidade de cálculo da ação, pelo que quanto maior for a carga de GPU exigida, mais é cobrado. Maior resolução, modelos mais pesados e passagens adicionais de melhoria multiplicam o custo de um mesmo clique, razão pela qual quem começa esgota a dotação diária bastante mais depressa do que esperava.
Os planos pagos acrescentam uma reserva acumulada, com os tokens não usados a transitar para o ciclo seguinte até um limite próprio de cada nível. À parte, podem comprar-se pacotes de recarga: esses tokens não caducam, são consumidos depois dos acumulados e dos rápidos, e exigem uma subscrição ativa, pelo que não servem para manter o acesso após o cancelamento.
Os planos Premium e Ultimate não param abruptamente quando a reserva de tokens se esgota. A geração descontraída permite continuar a criar imagens e vídeo sem custo adicional em tokens, embora com prioridade inferior à da fila principal. Os tempos de espera variam com a procura global e o número de gerações simultâneas é reduzido. O Premium cobre a geração descontraída de imagens e o Ultimate acrescenta vídeo. Só são elegíveis os modelos próprios referidos antes: os motores de terceiros licenciados são sempre cobrados por geração.
A API é faturada independentemente das subscrições. As contas novas recebem 5 dólares de crédito inicial para testar a interface, explorar funcionalidades e validar a integração antes de qualquer gasto. A partir daí vigora o pagamento por utilização, com crédito que não caduca e recargas automáticas, ou então um contrato à medida para maior concorrência e descontos por volume.
Esta secção merece leitura atenta, porque as condições do Leonardo estão escalonadas de uma forma que apanha desprevenidos os utilizadores do nível gratuito.
Os subscritores pagos mantêm a propriedade plena, os direitos de autor e os restantes direitos de propriedade intelectual sobre as imagens que geram, ao passo que no nível gratuito o Leonardo.AI mantém o direito de usar, reproduzir, modificar e distribuir quaisquer imagens que crie. Os utilizadores gratuitos recebem uma licença não exclusiva e isenta de royalties para uso comercial das próprias criações, e os seus recursos públicos podem ser acedidos e usados por outros utilizadores através de funcionalidades da plataforma. A leitura prática é direta: se o resultado tem valor comercial para si, o plano de 12 dólares não é opcional.
Para o conteúdo gerado através da API a posição é ainda mais clara: o Leonardo cede ao utilizador todos os direitos, títulos e interesses sobre os resultados produzidos a partir das suas entradas, e confirma que as imagens geradas pela API podem ser usadas para fins comerciais.
Na plataforma web sim, por predefinição — e existe uma via de exclusão explícita. A política de privacidade indica que o conteúdo dos utilizadores e os dados associados à conta podem ser analisados para melhorar o serviço e treinar por aprendizagem automática os algoritmos, modelos e produtos de IA da empresa. A saída está ligada ao pagamento: se não quiser que o seu conteúdo seja usado para aprendizagem automática, pode gerar de forma privada com qualquer plano pago, e esse conteúdo privado não será usado pelo Leonardo.AI para treinar modelos.
Do lado da API o compromisso é ainda mais restrito: as imagens de entrada nunca são usadas para treino, e as imagens geradas através da API também não.
À margem disso, a empresa divulga que recolhe informação publicamente disponível na internet para treinar os seus modelos e conduzir investigação, reconhecendo que dados pessoais podem ser incluídos nesses conjuntos de forma incidental. Isso coloca o Leonardo na mesma categoria de recolha declarada que a maioria dos criadores de modelos de base, algo a saber se a proveniência dos dados de treino conta para a sua organização.
Encaixa bem com programadores e estúdios de videojogos que precisam de um volume constante de recursos; designers independentes e responsáveis de marketing que produzem peças de campanha; criadores que querem mais controlo do que um simples campo de texto oferece; equipas que precisam de resultados alinhados com a marca através de modelos próprios; e programadores que integram a geração num produto.
Encaixa mal com quem privilegie o máximo teto artístico numa única imagem fotorrealista, terreno em que os analistas continuam a preferir a concorrência; quem queira um preço simples por imagem sem aritmética de tokens; utilizadores do nível gratuito que precisem da titularidade dos direitos de autor; fluxos de trabalho que exijam uma moderação mais permissiva; e quem exija garantias de estabilidade do fornecedor a longo prazo, dada a integração em curso na Canva.
A superfície principal é a aplicação web no navegador, com aplicações para iOS e Android igualmente disponíveis e a API como terceira via. Não é necessário usar Discord, o que representa uma diferença real de fluxo de trabalho face a alguns concorrentes. O acesso exige conta, e a plataforma sublinha que não são precisos conhecimentos de programação para começar.
Também se paga pelas falhas. Os analistas independentes destacam uma queixa acima de todas as outras: as gerações falhadas ou bloqueadas pela moderação consomem tokens à mesma. Como o próprio filtro de segurança da plataforma pode recusar um comando depois de os tokens estarem comprometidos, o custo real por imagem aproveitável é sempre superior ao preço nominal. Orçamente contando com esse desperdício.
A moderação é severa. A crítica de fundo mais frequente nas avaliações aponta ao filtro de segurança que bloqueia comandos profissionais inofensivos. Um utilizador descreveu-o sem rodeios: comandos claramente não sexuais, cinematográficos e profissionais falham com vagos erros de «segurança do conteúdo», sem indicar o que desencadeou o bloqueio. Para a maioria dos usos profissionais estas barreiras são aceitáveis e até desejáveis; para quem trabalha ficção de género, terror ou imagem de moda representam um atrito real.
A curva de aprendizagem existe. Os dados agregados de avaliações classificam a usabilidade como mista, devido a uma curva de aprendizagem acentuada para principiantes apesar dos elogios dos utilizadores experientes. A mesma densidade de definições que torna a plataforma poderosa torna confusa a primeira sessão.
O custo é difícil de prever. Como o consumo de tokens segue a carga de cálculo e não o número de resultados, estimar uma despesa mensal é genuinamente difícil, uma queixa que se repete em várias plataformas de avaliação.
O vídeo fica atrás da imagem. Os analistas classificam de forma consistente a vertente de imagem como a melhor da categoria e a de vídeo como ainda em amadurecimento, sobretudo em sequências e coerência de personagens.
O fornecedor reserva-se ampla margem. As condições estabelecem que a empresa pode acrescentar, alterar ou remover funcionalidades, modificar ou introduzir limitações de armazenamento e outros aspetos, ou mesmo descontinuar os serviços por completo a qualquer momento, com o compromisso de migrar para um serviço substancialmente semelhante ou reembolsar proporcionalmente caso um serviço pago seja descontinuado durante a subscrição. Combinada com a integração na Canva, esta é a cláusula que os compradores empresariais devem ponderar com mais cuidado.
As contas caducam. A idade mínima é de 13 anos, e as contas inativas durante doze meses ou mais podem ser encerradas e eliminadas em definitivo, levando consigo o conteúdo gerado. Exporte tudo o que lhe interessa.
No Trustpilot a plataforma regista uma pontuação de 4,6 em 1176 avaliações, e a empresa respondeu a 74 por cento das avaliações negativas. Os dados agregados de outras plataformas apontam no mesmo sentido: o Leonardo.AI obtém um perfil globalmente positivo em qualidade de geração de imagem, profundidade funcional e relação custo-benefício, com base em avaliações do G2 e do Capterra que vão de setembro de 2023 a julho de 2026.
Há uma ressalva que merece ser dita, porque pelo menos um analista a levantou diretamente: uma fatia muito elevada das avaliações positivas no Trustpilot menciona pelo nome um agente de apoio ao cliente, o que sugere que as avaliações são solicitadas após as interações com o suporte. Essa análise concluiu que a nota de 4,6 talvez diga mais sobre o serviço de apoio do que sobre o produto em si. As avaliações parecem autênticas e detalhadas; a questão está na sua composição, não na veracidade. Vale a pena ler a pontuação como prova sólida de um apoio diligente e como indício mais fraco da satisfação média com o produto.
Os temas negativos agrupam-se de forma muito consistente: a cobrança das gerações falhadas, o filtro de moderação, a clareza na renovação da subscrição e, num caso documentado com um cliente empresarial, uma falha grave de faturação e cancelamento. Do lado positivo repetem-se os elogios à qualidade de imagem, à variedade de modelos, ao treino personalizado, à edição na tela e à generosidade do nível gratuito.
Midjourney — é geralmente reconhecido como tendo um teto artístico superior, sobretudo em imagens fotorrealistas e editoriais, mas não tem um nível gratuito significativo e oferece menos ferramentas de edição e treino.
Canva — agora a casa-mãe do Leonardo, e a opção mais integrada se o seu trabalho termina numa paginação, numa apresentação ou numa publicação social em vez de num recurso isolado.
Adobe Firefly — a escolha quando pesam mais os dados de treino com direitos resolvidos e a integração com o Creative Cloud do que a flexibilidade pura.
Stable Diffusion em alojamento próprio — controlo máximo, sem filtro de conteúdo nem custo por geração, ao preço de manter a sua própria infraestrutura e montar a sua cadeia de ferramentas.
DALL·E através do ChatGPT — o caminho conversacional mais simples para uma imagem decente, com muito menos controlo sobre o resultado.
Dito com franqueza: o Leonardo compete pelo controlo e pela amplitude, não pelo pico numa única dimensão. Se precisa de uma imagem bonita, procure noutro lado. Se precisa de duzentos recursos coerentes, de um estilo repetível e de uma API para os distribuir, é exatamente esse o problema para que foi construído.
Sim. O nível gratuito oferece 150 tokens rápidos por dia sem cartão de crédito, e a empresa refere que essa oferta não tem data de expiração. No entanto, os limites relevantes não são apenas quantitativos: as criações gratuitas são públicas e não privadas, as definições de qualidade são básicas, não inclui treino de modelos próprios e, sobretudo, não obtém a titularidade dos direitos de autor sobre os resultados.
Pode, embora as condições difiram bastante consoante o nível. Os subscritores pagos mantêm a propriedade plena e os direitos de autor daquilo que geram. Os utilizadores do nível gratuito recebem uma licença não exclusiva e isenta de royalties para uso comercial, mas o Leonardo.AI mantém o direito de usar, reproduzir, modificar e distribuir essas imagens, e outros utilizadores podem aceder aos recursos públicos. O conteúdo gerado pela API é cedido ao utilizador e pode ser usado comercialmente. Se a segurança jurídica é importante, use um plano pago.
Na plataforma web, por predefinição o conteúdo dos utilizadores pode ser analisado e usado para treinar os seus modelos. Existe uma via de exclusão explícita, mas exige pagamento: gerar de forma privada com qualquer plano pago mantém esse conteúdo fora do treino. A API é mais restrita por predefinição, já que nem as imagens de entrada nem as geradas são usadas para treinar.
Em termos de propriedade não: a política de privacidade identifica-o como uma marca da Canva, na sequência de uma aquisição anunciada a 29 de julho de 2024. Em termos operacionais funcionou como negócio autónomo durante cerca de dezoito meses, mas em março de 2026 a Canva confirmou estar a acelerar a integração, com uma equipa pequena a manter o Leonardo como produto autónomo e os restantes colaboradores a integrarem equipas da Canva. A plataforma continua ativa e a vender subscrições, mas já não é uma operação plenamente independente.
Os tokens são uma moeda de uso geral descontada na geração, no pós-processamento e na ampliação. Um token não equivale a um tamanho de imagem nem a uma ação fixa: o consumo depende da intensidade de cálculo da tarefa, pelo que mais resolução, modelos mais pesados e passagens de melhoria multiplicam o custo. É essa a principal razão pela qual a despesa mensal é difícil de prever, e a queixa financeira mais frequente nas avaliações.
Nos planos Premium e Ultimate, esgotada a reserva de tokens pode continuar a gerar sem custo adicional através do modo descontraído, com prioridade de fila inferior e concorrência reduzida. Os tempos de espera variam com a procura. O Premium cobre imagens e o Ultimate acrescenta vídeo. Só são elegíveis os modelos próprios que cumprem os requisitos; os motores de terceiros licenciados são sempre cobrados por geração.
Sim, e é o comportamento criticado com maior consistência. As avaliações independentes referem que as gerações falhadas ou bloqueadas pela moderação consomem tokens à mesma, pelo que um comando recusado pelo próprio filtro de segurança custa tanto como um bem-sucedido. Orçamente assumindo que o custo real por imagem aproveitável excede o cálculo nominal.
Para a aplicação web não é preciso programar: a plataforma declara ter sido pensada para criadores de qualquer proveniência e nível. À parte, existe uma API completa com faturação própria: as contas novas começam com 5 dólares de crédito, e o fluxo visual permite acertar as definições de geração na interface e exportar código de produção executável compatível com texto para imagem, imagem para imagem e imagem para vídeo, além de treino LoRA.
Destacam-se quatro: as gerações falhadas consomem tokens; o filtro de moderação bloqueia comandos inofensivos com mais frequência do que a maioria espera; a geração de vídeo e a coerência de personagens ficam atrás da qualidade em imagem fixa; e as condições permitem à empresa alterar ou descontinuar serviços a qualquer momento, com reembolso proporcional caso um serviço pago termine durante a subscrição. Além disso, contas inativas durante doze meses ou mais podem ser eliminadas em definitivo juntamente com o seu conteúdo.
Criadores e equipas que precisam de volume e repetibilidade mais do que de uma peça única de exibição: estúdios de videojogos que produzem conjuntos coerentes de recursos, responsáveis de marketing que declinam variantes de campanha, designers que querem controlo ao nível da tela, e programadores que integram a geração nos seus próprios produtos. Quem procure a máxima qualidade fotorrealista em imagens isoladas, ou prefira um preço simples por imagem, encontrará provavelmente melhor resposta noutra ferramenta.